segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Sem nome dessa vez.
Hoje vim dizer-te do ódio que sinto. Da vontade que tenho de ver-te no pior dos andares da vida, sem alma, sem nada. Quando pouso meus olhos nos teus, a vontade de esganar teu pescoço manchado de sol me domina. Se eu pudesse, arrancaria-te as entranhas com meus próprios dentes e as faria de comida para ti. Se eu pudesse expor-te como veio ao mundo, e deixar-te ao sereno gélido das noites malditas como tua alma, me sentiria o mais feliz dos seres. Pega tuas coisas e suma da minha vida. Não quero contagiar-me com teu mau afeto nem quero mais sentir tua respiração. Saber que respiras o mesmo ar que eu, arranca-me todas as alegrias. Pior, saber que respiras me faz querer não mais respirar. Se soubesses de como queria poder quebrar todos teus ossos, esmigalhá-los e dar teus restos mortais aos cães que não são de casa.Quero fazer de tua pele meu tapete e dos teus dentes instrumentos musicais. Quero da tua voz o silêncio e de tua alegria, o fim. Quero de tuas mãos arrancar as digitais e pô-las em exposição no lixo mais imundo que encontrar. Tudo isso por que me privas de todas as minhas canções. Pegou meu coração, amassou e jogou no lixo, com todos os meus sentimentos dentro. Com tua cara de monstro, sem coração nem afeto, pegou meu lado mais belo e o transformou em fera.Agora, agüenta saber que meus desejos são os piores possíveis, e que se puder ver-te caído por todo e sempre, me sentirei muito feliz.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Eu não me orgulho.
Cansei de ler jornal. É sempre a mesma coisa. Não sei quem matou uma senhora, corrupção na política e em quase tudo que se conhece, estupro, trânsito, poluição, o planeta está morrendo, etc, etc, etc. Pelo jeito um futuro cada vez mais excitante. Emoção não falta nos dias de hoje. Quer coisa mais emocionante do que sair pra comprar leite na padaria e correr o risco de levar um tiro por causa da bala perdida? Adrenalina, coração batendo mais forte, um barulho e poft, lá vai mais um coitado inocente pro cemitério. Ou ficou paralítico. O que é pior, não?
Há anos que o Brasil vem sendo o país do futuro. É, estou vendo. É o país do futuro do tráfico, da violência, do preconceito, da burrice, da ignorância. Aliás, o povo brasileiro sempre foi feito de trouxa. Desde o primeiro filho da puta que veio de Portugal já enganando os babacas brasileiros. Olha, eu tenho um espelho mágico. Quer trocar por alguns ouros que você tenha sobrando e que não queira usar?? E lá ia o babacão trocar, claro. Desde o início o povo brasileiro foi enganado, foi feito de otário. E como sempre, ficou quieto, fingiu que não era com ele. Conclusão, os anos passaram e os índios burros pelados evoluíram para índios burros com roupas. Óóóóótimo.
Eu não sinto orgulho de ser brasileiro, não. Assim como não sentira orgulho de ser cubano ou israelense. Mas, dos males o menos pior... Mas mesmo assim, sei que muitos vão ficar horrorizados e não vão concordar com a minha opinião, mas, foda-se. Acho o Brasil uma merda. Não me orgulho de filas em hospitais, não me orgulho de educação precária, não me orgulho de assassinato por causa de um saco de lixo no muro do vizinho, não me orgulho do jeitinho brasileiro, que aliás, é uma das coisas mais escrotas do mundo. Jeitinho brasileiro é o jeitinho vagabundo, a gambiarra, a coisa mal feita que passa desapercebida. Ai, credo... Imaginar que o Brasil vai pra frente do jeito que está é um sonho longe de se tornar real. Enquanto as pessoas não se manifestarem, enquanto as pessoas não gritarem e começarem a ver que essa putaria na política e em TUDO desse país de merda está acabando com a “ pátria amada”, vamos afundar cada vez mais na própria bosta que construímos dia- a- dia ficando calados.
Há anos que o Brasil vem sendo o país do futuro. É, estou vendo. É o país do futuro do tráfico, da violência, do preconceito, da burrice, da ignorância. Aliás, o povo brasileiro sempre foi feito de trouxa. Desde o primeiro filho da puta que veio de Portugal já enganando os babacas brasileiros. Olha, eu tenho um espelho mágico. Quer trocar por alguns ouros que você tenha sobrando e que não queira usar?? E lá ia o babacão trocar, claro. Desde o início o povo brasileiro foi enganado, foi feito de otário. E como sempre, ficou quieto, fingiu que não era com ele. Conclusão, os anos passaram e os índios burros pelados evoluíram para índios burros com roupas. Óóóóótimo.
Eu não sinto orgulho de ser brasileiro, não. Assim como não sentira orgulho de ser cubano ou israelense. Mas, dos males o menos pior... Mas mesmo assim, sei que muitos vão ficar horrorizados e não vão concordar com a minha opinião, mas, foda-se. Acho o Brasil uma merda. Não me orgulho de filas em hospitais, não me orgulho de educação precária, não me orgulho de assassinato por causa de um saco de lixo no muro do vizinho, não me orgulho do jeitinho brasileiro, que aliás, é uma das coisas mais escrotas do mundo. Jeitinho brasileiro é o jeitinho vagabundo, a gambiarra, a coisa mal feita que passa desapercebida. Ai, credo... Imaginar que o Brasil vai pra frente do jeito que está é um sonho longe de se tornar real. Enquanto as pessoas não se manifestarem, enquanto as pessoas não gritarem e começarem a ver que essa putaria na política e em TUDO desse país de merda está acabando com a “ pátria amada”, vamos afundar cada vez mais na própria bosta que construímos dia- a- dia ficando calados.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
O Primeiro Avião.
Quero pegar o primeiro avião pra puta que pariu. Quero passagem de primeira classe pra solidão. Preciso ficar só comigo mesmo, sozinho. Preciso me achar e parar de me perder. Sempre me perco de mim, agora quero me ver de fora pra dentro e de dentro pra fora. Quero me ver de todos os ângulos. Quero pegar o primeiro avião pra casa do caralho e me enfiar no primeiro buraco que achar lá. Quero sair do meu corpo pelo fio de prata e só voltar quando a carcaça estiver sem marcas e feridas. Quero algum lugar onde parem de me julgar, de me olhar, de me apontar. Quero algum lugar onde eu possa ser, e só isso. Ser como eu sou, do modo que sou. Quero pegar o primeiro avião pro quinto dos infernos e abraçar o capeta e falar: -Você é um belo filho da puta que adora os melhores pecados. Até mais ver... (sim, porque do jeito que vai, vou acabar indo pro inferno) Quero um cantinho aconchegante, só pra mim. Quero todos os meus desejos satisfeitos. Quero uma sala com pufes e um caderno e lencinhos de papel. E não pode faltar uma geladeira cheia de cervejas e mentiras. Mentiras sim, porque a verdade dói. Quero um lugar onde ninguém fale que eu seja triste. Eu não sou triste, porra. Mas que inferno. Será que ninguém entende isso ? Triste é a ultima coisa que eu sou, ainda bem. Triste é o que me fazem ser quando falam isso. Triste é quem olha pra rosa e só vê os espinhos. Triste é quem, geralmente, sorri de tudo.
Vou ali acordar pra vida e já venho.
Tchau.
Vou ali acordar pra vida e já venho.
Tchau.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Jesus Cristo é o Senhor.
Estou pensando em abrir uma igrejinha. Tudo começa assim. Com uma pequena igrejinha, que vai virando uma igreja, uma igrejona, uma igrejassa e depois um império de gente safada falando pra um bando de gente burra ouvir. Uma igrejinha, que começa com um chãozinho batido de terra, 20 cadeirinhas de plástico, uma altarzinho improvisado e duas velas apagadas. Aí eles pedem o dízimo. Pedem o dízimo. Bom que eles começam pedindo o dízimo, começam mais humildes, porque depois eles vão pedindo carros, casas, cavalos e tudo o que você tiver no bolso. Aí eles começam a ganhar dinheiro, começam a colocar mais 20 cadeirinhas, e lá cabem mais 20 fornecedores de grana pros putos donos da igreja. Depois eles compram mais 60 cadeirinhas e alugam um terreno maior pra construir uma igreja maior pra caber mais fundo de renda dentro dela. E assim vai indo. Quando você menos vê, se dá de frente com algo que mais parece um shopping. Jesus Cristo é o Senhor... Calma lá, isso não é nome de shopping, isso é nome de igreja. Sim, é uma igreja. Porra meu, olha o tamanho dessa igreja. Olha quanta janela, quantos andares e quantas gentes. Olha esses carros na garagem. Só tem pastor entrando neles... Que coincidência.
Bom, o fato é, eu vou criar uma igreja. Uma igrejinha, que vai virar um império. Tenho que criar uma igreja gay, porque crente e católico e qualquer ignorante fanático religioso não gosta de gay, e a gente precisa de um espaço, certo? Então, vou criar uma igreja. Preciso de nomes... Nossa Senhora do Gliter Rocho é um. Nossa Senhora do Babado Forte é outro. Tem o Nossa Senhora do Bafon, Igreja Cristã do Babadón e assim vai. Pequenas igrejas, grandes negócios. Ninguém vai me segurar.
Bom, o fato é, eu vou criar uma igreja. Uma igrejinha, que vai virar um império. Tenho que criar uma igreja gay, porque crente e católico e qualquer ignorante fanático religioso não gosta de gay, e a gente precisa de um espaço, certo? Então, vou criar uma igreja. Preciso de nomes... Nossa Senhora do Gliter Rocho é um. Nossa Senhora do Babado Forte é outro. Tem o Nossa Senhora do Bafon, Igreja Cristã do Babadón e assim vai. Pequenas igrejas, grandes negócios. Ninguém vai me segurar.
domingo, 27 de julho de 2008
Para um amigo.
Ontem eu descobri várias coisas ótimas. Descobri a história de uma vida que me pareceu incrível. Não a vida em si,mas a mensagem e os ensinamentos que essa vida deixou quando passou a não ser mais vida. Quando digo que passou a não ser mais vida, me refiro a vida carnal, pois a vida em si ainda anda por aí. Descobri a história de um vinho e pude prová-lo. Foi o melhor que tomei, sim, sem dúvida. Cada gole era uma história nova, cada gole era um pedaço do seu produtor, cada gole era um pedaço de alma novo que entrava em mim. Mas, além de ter descoberto isso, eu descobri e vivi outras coisas importantes nesse dia. Vi por trás de todas as coisas, um amigo. Um amigo que eu sei que já existia, claro. Sempre o foi, mas ontem descobri que, cada vez mais, eu posso chamá-lo de amigo. Vários se foram, se perderam pela estrada, o que é comum, mas esse ficou. Ficou e vai ficar, eu sei. É um amigo de verdade e me presenteou ontem com palavras das quais nunca mais vou me esquecer. Deu-me dois anéis e vários momentos felizes. Cerveja, cigarros, risadas e um abraço. Tudo o que eu preciso pra ficar bem, e isso eu tive de sobra.
Obrigado meu querido, por tudo.
Lembranças à família, à namorada e ao gato.
Ae, arigó, te amo ! =]
Obrigado meu querido, por tudo.
Lembranças à família, à namorada e ao gato.
Ae, arigó, te amo ! =]
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Papo íntimo.
Fui correr na praia de Copacabana hoje, pra ter inspiração. Mentira. Fui ao Fran’s Café tomar um submarino, sozinho. Eu nem moro no Rio de Janeiro. Moro em São Paulo, Pinheiros, em uma ruazinha praticamente deserta, com uma pracinha em frente de casa, em uma casinha amarela que eu acho uma delícia. Sempre morei aqui, a minha vida toda foi nessa casa, nessa rua. Foi aqui que eu dei os meus primeiros passos, falei minhas primeiras palavras e tive as minhas primeiras brigas. Foi aqui que eu chorei, apanhei, dei várias risadinhas, muitas delas pra não chorar mais ainda. Hoje em dia gosto de passar mais tempo na rua, não em casa. Gosto de sair por aí sem ter hora pra voltar e sem saber nem pra onde estou indo. Hoje eu não fiz isso, como eu já disse, fui ao Fran’s Café, sozinho. Eu gosto da minha companhia. Discuto comigo sempre, sempre. Quase sempre eu perco de mim porque eu às vezes não espero minhas próprias reações. Digamos que eu não sei o que tem por trás de mim mesmo. Hoje mesmo eu conversei comigo:
-Cacete, heim ?! Como você apanha do amor. Você não cansa?
-Se eu não canso ? Eu já até desisti. Você convive comigo todos os dias. Será que você ainda não percebeu que eu desisti?
-Você diz isso pros outros, e eles acreditam, mas você não pode mentir pra você.
-É, acho que você tem razão.
( Perdi pra mim... )
-Mas é que às vezes, sei lá, cansa.
-É, eu sei que cansa, nós sentimos as mesmas coisas. Não tem muito o que falar do amor...
-Falar de amor é difícil para uma pessoa que não o conheceu.
-Escuta, você veio aqui pra encher mais ainda o meu saco, porra ?
-Claro, pra isso eu sirvo.
-Ai, se eu pudesse acabar com você...
-É, poder você pode, mas vai acabar consigo mesmo. Não esquece que ninguém nesse mundo te ama mais do que eu, ou te respeita e te compreende. Ninguém além de mim te acompanha e te conforta sempre quando você chora deitado na banheira ouvindo Marisa Monte. São minhas as mãos que te afagam a alma, porque eu sou a sua alma. E é bom que saiba que conversar comigo nos momentos de dor e de solidão é o melhor remédio. E transcrever tudo o que eu te digo é o melhor desabafo.
-É, acho que você tem razão
( perdi pra mim mais uma vez... )
-Agora eu vou ler uns poemas pra você, acender um cigarro e tentar fingir que, para nós dois, o mundo é lindo do jeito que é...
-Cacete, heim ?! Como você apanha do amor. Você não cansa?
-Se eu não canso ? Eu já até desisti. Você convive comigo todos os dias. Será que você ainda não percebeu que eu desisti?
-Você diz isso pros outros, e eles acreditam, mas você não pode mentir pra você.
-É, acho que você tem razão.
( Perdi pra mim... )
-Mas é que às vezes, sei lá, cansa.
-É, eu sei que cansa, nós sentimos as mesmas coisas. Não tem muito o que falar do amor...
-Falar de amor é difícil para uma pessoa que não o conheceu.
-Escuta, você veio aqui pra encher mais ainda o meu saco, porra ?
-Claro, pra isso eu sirvo.
-Ai, se eu pudesse acabar com você...
-É, poder você pode, mas vai acabar consigo mesmo. Não esquece que ninguém nesse mundo te ama mais do que eu, ou te respeita e te compreende. Ninguém além de mim te acompanha e te conforta sempre quando você chora deitado na banheira ouvindo Marisa Monte. São minhas as mãos que te afagam a alma, porque eu sou a sua alma. E é bom que saiba que conversar comigo nos momentos de dor e de solidão é o melhor remédio. E transcrever tudo o que eu te digo é o melhor desabafo.
-É, acho que você tem razão
( perdi pra mim mais uma vez... )
-Agora eu vou ler uns poemas pra você, acender um cigarro e tentar fingir que, para nós dois, o mundo é lindo do jeito que é...
domingo, 6 de julho de 2008
Eu, Rosa.
A Rosa gritou por mim. Uma rosa túrbida e disforme, meio calada demais, berrou meu nome pelas ruas estreitas daquele canto que eu estava, enterrada e sem cor. Assim era minha pobre Rosa, que ainda chorava calada no asfalto gelado do meu coração. Cala a boca, Rosa. Ás vezes eu tenho vontade de gritar. ME DEIXA EM PAZ, mas ela não se toca. Fica lá, se arraigando em mim, se imortalizando e fazendo com que eu sofra com cada pétala que derruba por mim. Por favor, Rosa, me deixa um pouco só. Não me acompanhe dessa vez, eu imploro. Eu quero, só por uma noite, me deitar em paz, sem ouvir você jogando na minha cara a infelicidade da minha própria alma vazia. Não quero mais ouvir essa sua voz franzina e irritante. Você insiste em sair, em se mostrar, em me mostrar frágil e manipulado por você, que não passa de uma metáfora. Você é só a minha própria voz, a voz de todas as minhas tristezas. Eu adorava quando você era calada, quando eu nem sabia quem era Rosa. Cala a boca, Rosa. Infeliz é você, sua desgraçada. Não se esqueça que você faz parte de mim. Em pensar que nasceu na alvorada dos meus dias e agora se esbalda em mim mostrando todos os meus defeitos. Por que fez isso, Rosa, consigo própria? Eu lembro como era feliz, como tudo corria bem. De repente virou-se contra mim, a Rosa que nunca vi ser. Eu não esperava que se tornasse amarga e negra, não mais a rosa Rosa que eu conheci um dia, mas quem sabe a primavera traga de volta todas as tuas cores que se foram por todas as dores que dividiu comigo. Como todo o ser vivo, nasce, cresce e morre, e você já está morrendo, Rosa. Pena que se vai tão amarga e doente, maldita Rosa. Mas assim que renascer, calma e mais descansada, poupe-me de teu veneno natural e me dê um pouco mais do seu buquê. Não quero mais ouvir todas as maldições do teu negro ferrenho em mim. Cala a boca, Rosa, eu já pedi. E não vou deixar de querer que você se torne mais sociável ou mais feliz. Se você quer terminar desse jeito, podre e destruída, azar o seu, mas não me envolva. Eu não quero mais te ouvir nem mais te acreditar. Vai pro inferno, Rosa, e me deixa em paz.
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